quarta-feira, 15 de junho de 2011

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O mundo gira. E mesmo que nunca provem cientificamente, gira mais rápido a cada ano. Todos vivem, envelhecem, derretem, voam e voltam. Voltam? não... Não deve voltar. Porque o mundo não volta. Sempre girando e se ousar parar, cai, como numa esteira. Crescendo,  tudo que absorvemos serve de alimento para a nossa própria formação. E quando estiver completo, sente um vazio. Ou pelo menos, é isso que eu senti  há  um tempo atrás.

Não que tudo que eu aprendi até hoje não tenha me servido de nada. Pelo contrário, sou eternamente grato à tudo que me fez ser o que sou hoje. Também não sonho em dizer que não preciso mais crescer. Preciso e quero. Mas a essência, quase há duas décadas se formando, está aqui, inteira e tudo aquilo que me fez crescer, hoje já não me serve, a não ser para lembrar de quando eu cresci.

Alguns dias recolhido em mim e consegui ver claramente isso. Agora eu quero é botar definitivamente tudo em prática. Quero que outros aprendam comigo o que alguns me ensinaram. Quero meu mundo mais ágil e crítico do que o real. Quero a vida que eu mereço, e não a que empurraram, quero ser o ser que eu me espelharia. Ser aquele que surpreende até a si mesmo porque sabe que é capaz. Não quero mais ter que aguentar o mundo nas costas, quero dominá-lo e girar antes dele. Quero. Quero. Quero.

E as mudanças, eu sempre soube, sempre valem a pena. Se eu não estivesse me jogado numa depressão momentânea, louca e irreversível ontem, não teria a visão de como é escalar sua própria fossa e se sentir totalmente seguro.

A pessoa chata, insuportável, sincera e escrota está aqui.
Cansada de comer a terra da própria sepultura, mas já sábio em como viver com vermes e como exterminá-los. Agora só quero fumar uma erva, tomar um wisk com bastante gelo e quando quiser rir, olho para o fundo do poço, onde eu estive um dia.

Um comentário:

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